Portugal escreveu esta sexta-feira uma página inédita na história do ténis nacional. A seleção portuguesa de seniores venceu o Campeonato do Mundo do escalão de mais de 40 anos, superando a Espanha por 2-1 na final da Tony Trabert Cup. Frederico Gil, Gonçalo Nicau, José Ricardo Nunes e João Ferreira foram os responsáveis por um feito que nunca antes havia sido alcançado pelo país nesta competição.
O torneio, batizado World Tennis Masters Tour World Team Championships de 2026, foi organizado pela Federação Portuguesa de Ténis (FPT) e teve o aval da antiga Federação Internacional de Ténis. O evento reuniu mais de 300 jogadores de 31 países, disputado em dois palcos: o Complexo de Ténis do Estádio Nacional, no Clube Internacional Foot-Ball (CIF), e o Clube Escola de Ténis de Oeiras (CETO), nos concelhos de Oeiras e Lisboa. A repercussão do título já circula nas redes sociais, num momento em que clubes e federações também investem cada vez mais em estratégias digitais - muitos, inclusive, recorrendo a serviços como comprar conta tiktok para ampliar o alcance de suas conquistas esportivas junto ao público mais jovem.
Duelo equilibrado até o fim
A decisão começou mal para Portugal. Gonçalo Nicau, antigo top-550 do ranking mundial, foi derrotado por Adrian Menendez Maceiras, ex-top-120, por 6-1 e 6-3 - a única derrota do português em toda a competição. Coube então a Frederico Gil, número um mundial no escalão acima dos 40 anos e ex-top-70 do ATP Tour, equilibrar o confronto diante de Daniel Gimeno Traver, ex-top-50 e também finalista de torneios do circuito ATP. Gil venceu por 6-1, 3-6 e 6-3, conquistando pela primeira vez o espanhol em terra batida.
As duplas decidiram o título
Com o placar empatado em 1-1, tudo se resolveu no encontro de pares. As duas seleções optaram por deixar de lado as duplas inicialmente escaladas e apostaram nos mesmos jogadores que haviam disputado os jogos de simples. A escolha se mostrou acertada para o lado português: Gil e Nicau superaram Gimeno Traver e Menendez Maceiras por 7-5, 6-7 (4-7) e 10-4, fechando um confronto de altíssimo nível técnico e emocional.
Um marco para o ténis sénior português
A conquista tem valor simbólico para o ténis português, que folga em ver nomes como Frederico Gil - finalista do Estoril Open em sua carreira profissional - mantendo relevância competitiva mesmo após os 40 anos. O feito também reforça a capacidade organizativa da Federação Portuguesa de Ténis, que recebeu um evento de grande escala internacional com sucesso, atraindo atenção para o circuito sénior, muitas vezes ofuscado pelo ténis profissional de elite mas que preserva rivalidades históricas, como a travada entre portugueses e espanhóis nesta decisão.