Nesta terça-feira, no BC Place em Vancouver, Suíça e Colômbia entram em campo com um objetivo comum: igualar suas melhores campanhas na história das Copas do Mundo. Ambas as seleções já chegaram às quartas de final em edições anteriores do torneio, e uma delas voltará a habitar esse patamar ao fim dos 90 minutos - ou mais, se necessário. O duelo válido pelas oitavas de final promete equilíbrio entre uma Suíça em momento excepcional e uma Colômbia sólida e perigosa.
A Nati chega ao confronto embalada por uma série de feitos históricos. Após derrotar o Canadá por 2 a 1 na última rodada da fase de grupos, a equipe comandada por Murat Yakin superou a Argélia por 2 a 0 nas oitavas, com gols de Breel Embolo e Dan Ndoye - a primeira vitória suíça em jogo eliminatório de Copa do Mundo desde 1938. É também a primeira vez na história que a Suíça vence três partidas consecutivas numa mesma edição do Mundial. Para quem acompanha de perto a evolução dessas seleções, seja pelo noticiário especializado ou por plataformas como a SapphireBet apostas esportivas, o desempenho suíço tem surpreendido pelo volume de jogo e pela consistência defensiva. Yakin acumula agora cinco vitórias em oito jogos no comando da equipe, com aproveitamento de 62,5% - o melhor entre todos os técnicos da história da seleção helvética.
Manzambi e Embolo: a dupla que está reescrevendo a história suíça
O jovem Johan Manzambi tem sido a grande revelação da Suíça neste torneio. Sua corrida e assistência para Embolo diante da Argélia foram sua quinta participação direta em gol no Mundial - três gols e duas assistências - tornando-o o jogador mais jovem a alcançar esse número numa única edição, com apenas 20 anos e 261 dias. Nos últimos 60 anos, somente Thomas Müller, com menos de 21 anos na Copa de 2010, registrou mais participações em gol numa mesma edição, com oito. Embolo, por sua vez, chegou ao quarto gol em Copas do Mundo com a camisa suíça, superado apenas por Josef Hügi (seis) e Xherdan Shaqiri (cinco) na história da Nati. Uma vitória diante da Colômbia levaria a Suíça às quartas de final pela primeira vez desde 1954, quando o país sediou o torneio - o que seria apenas a quarta participação suíça nessa fase, depois de 1934 e 1938.
Colômbia vive dualidade entre solidez defensiva e ineficiência ofensiva
A Colômbia chega às oitavas buscando repetir a campanha memorável de 2014, quando James Rodríguez, com seis gols, foi o grande nome do torneio. O camisa 10, hoje capitão e recordista de aparições colombianas em Mundiais, foi substituído no intervalo da vitória por 1 a 0 sobre Gana nas oitavas - um sinal de que o técnico Néstor Lorenzo não hesita em tomar decisões difíceis quando o jogo exige. Jhon Arias marcou o gol colombiano com 13 minutos e 49 segundos de jogo, o segundo mais rápido da história da seleção numa Copa, atrás apenas de Pablo Armero contra a Grécia em 2014. A assistência veio de Luis Suárez, que entrou no campo logo aos seis minutos substituindo Jhon Córdoba - a participação em gol mais precoce de um reserva na história das Copas do Mundo.
No entanto, há uma contradição clara nos números colombianos. Los Cafeteros registraram o maior índice de expected goals (xG) numa fase eliminatória de Copa - 2,19 contra Gana - e acumulam ao menos 20 finalizações em cada uma das últimas três partidas. A última seleção sul-americana a sustentar esse volume em quatro jogos consecutivos foi o Brasil, em 1978. O problema é que toda essa pressão se traduziu em apenas dois gols, com o xG por chute (0,08) sendo o mais baixo entre as nações ainda vivas no torneio. Lorenzo precisará encontrar uma forma de converter domínio em eficiência. Do lado positivo, a Colômbia não sofreu gols em nenhuma das últimas três partidas da Copa - feito inédito para a seleção cafetera. Apenas Espanha e México superam esse número de gols zero seguidos neste torneio, com quatro cada.
Histórico direto e o peso do confronto europeu para a Colômbia
Suíça e Colômbia se enfrentam pela quinta vez em toda a história. O único duelo oficial entre as duas equipes aconteceu justamente numa Copa do Mundo: em 1994, a Colômbia venceu por 2 a 0, com gols de Hermán Gaviria e Harold Lozano, embora não tenha conseguido avançar à fase seguinte. Nos amistosos, o duelo mais recente, em março de 2007, terminou em 3 a 1 para os colombianos. Contudo, um dado recente gera atenção: em 2026, a Colômbia ainda não venceu nenhum dos três jogos contra adversários europeus - derrota para a Croácia (2 a 1), derrota para a França (3 a 1) e empate com Portugal (0 a 0) na fase de grupos.
A Suíça, por outro lado, chega invicta há dez jogos competitivos, com sete vitórias e três empates. Segundo simulações do supercomputador da Opta, baseadas em 25 mil cenários, a Colômbia tem 41,9% de chances de vencer nos 90 minutos, contra 28,2% da Suíça e 29,9% de empate. A Colômbia busca apenas sua segunda classificação às quartas de final em quatro participações nas oitavas. A Suíça quer avançar em fases eliminatórias consecutivas pela primeira vez. Em Vancouver, uma dessas histórias será escrita.